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Sexta, 07 de maio de 2021
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Santa Catarina

Dentro da ambulância, autor de chacina disse "matei cinco ne?"

Foram as primeiras palavras dele, após cometer o crime

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“Matei cinco, né?”, perguntou o jovem de 18 anos que matou cinco pessoas no ataque a escola infantil Pró-Infância Aquarela, em Saudades, no Oeste de Santa Catarina. O suspeito foi identificado como Fabiano Kipper Mai. A informação foi confirmada pela reportagem do ND+ com as autoridades.

Segundo as equipes de socorro que atenderam o jovem, essa foi a primeira coisa que ele disse enquanto ainda estava dentro da ambulância. Após cometer a chacina, Fabiano tentou contra a própria vida. Ele foi atendido e transferido em estado grave para o HRO (Hospital Regional do Oeste), em Chapecó.

Entre as vítimas fatais estão três crianças, todos bebês com menos de 2 anos, a professora Keli Adriane Anieceviski, de 30 anos, e a agente educativa, Mirla Renner, de 20 anos. Os corpos foram deslocados até o HRO, em Chapecó, onde passarão por perícia.

Jovem chegou a creche de bicicleta

Segundo informações preliminares do delegado de Pinhalzinho, Jeronimo Marçal Ferreira, responsável pelo caso, o agressor chegou de bicicleta na escola por volta das 10h, portando o que inicialmente parecia ser uma faca grande.

Mais tarde, porém, a Polícia Civil confirmou que a arma utilizada no crime se tratava uma Katana, tradicional espada japonesa usada pelos samurais, popularmente conhecida como “espada ninja”. 

O jovem invadiu a escola e desferiu golpes contra quatro crianças que estavam em uma sala de aula, a professora e a agente educativa. Entre as crianças, apenas um menino sobreviveu e foi transferido ao HRO.

As demais crianças e professoras conseguiram se trancar dentro das outras salas para se proteger do ataque. O jovem foi contido dentro da escola por vizinhos que ouviram os gritos. Foi quando ele tentou se matar.

“Ele foi contido dentro da escola e, naquele momento, tentou tirar a própria vida. Os eletrônicos do suspeito passarão pela perícia para buscar a motivação desse crime. Ele não tinha ligação com as vítimas e também não tem histórico policial”, explica o delegado.

O local foi isolado para perícia do IGP (Instituto Geral de Perícias). Os corpos das crianças e da professora ficaram na sala de aula onde ocorreu o crime até a chegada do IML (Instituto Médico Legal) e depois foram deslocados para Chapecó.

Fonte/Créditos: ND+

Créditos (Imagem de capa): Reprodução Internet

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