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Terça, 27 de outubro de 2020
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Fim das coligações acirra disputas nas candidaturas a prefeito em Santa Catarina

As cidades do Estado com mais candidatos à prefeitura são: Joinville (15), Blumenau (12) e Florianópolis (10)

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São 913 candidatos a prefeitos espalhados nas 295 cidades catarinenses nas eleições deste ano. O maior colégio eleitoral do Estado, o município de Joinville, também concentra a maior quantidade de postulantes ao Executivo municipal: são 15. Na cidade de Blumenau são 12 e Florianópolis vem em seguida com 10.

Desde a primeira eleição direta para prefeito em Florianópolis, em 1985, o pleito eleitoral deste ano registra um recorde no número de candidatos nas eleições majoritárias, superando o ano 2004, quando oito disputaram as eleições. A média histórica de candidatos à prefeitura da Capital é de seis por pleito.

Para Sérgio Saturnino Januário, cientista social e mestre em sociologia da Exitus Comunicação e Pesquisa, o fim das coligações para vereador também motivou esse crescimento nas candidaturas para prefeito.

Segundo ele, são duas eleições com lógicas diferentes, mas que estão umbilicalmente interligadas, já que os partidos precisam “puxar as legendas” e não têm mais incentivo de haver trocas de apoios na majoritária por abrigar pequenas legendas. “Os candidatos a vereador não estão apoiando o prefeito estão correndo atrás do seu próprio voto para se eleger”, analisou.

O cientista social diz acreditar que há outro fator, uma transição de comportamento político ocorrido em 2018, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, quando as pessoas votaram contra o passado, ou seja, contra o governo petista que comandava o país há 13 anos. E com isso, surgiu um rearranjo do comportamento político e que tem efeito eleitoral.

“Fez gerar uma catarse. Então todo mundo acha que pode dar sua contribuição. Todo mundo acha que é o protagonista da transição”, explicou Sérgio Saturnino. Para ele, essa transição de comportamento deve durar, no mínimo, até as eleições de 2022.

De acordo com o professor de ciência política da UFSC e doutor em ciência política pela USP, Tiago Borges, provavelmente o aumento de candidatos está associado à proibição das coligações, tendo em vista que atualmente é importante que as siglas partidárias busquem se colocarem em evidência nas eleições.

“Soltar mais candidatos pode ajudar os partidos a terem algum tipo de êxito nisso. Embora seja uma tentativa de sobrevivência dos partidos políticos em meio a uma realidade que eles não podem contar com o voto de outros partidos para as eleições proporcionais”, avaliou.

Fonte/Créditos: NDmais/ NSC

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