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Domingo, 23 de Junho de 2024
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Santa Catarina

Polícia divulga detalhes do caso de menina de 12 anos que foi mantida escondida por professor em SC

Ele confessou que queria morar com a jovem e se mudaria para Curitiba

Redação Portal Expresso
Por Redação Portal Expresso
Polícia divulga detalhes do caso de menina de 12 anos que foi mantida escondida por professor em SC
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Em coletiva de imprensa realizada neste segunda-feira pela manhã, a Polícia Civil divulgou alguns detalhes das investigações do caso de desaparecimento de uma menina de 12 anos, em Pomerode.

De acordo com os dados divulgados, a o professor de 55 anos tentou despistar os policiais com o próprio celular da menina. A jovem foi encontrada na casa dele em um fundo falso de uma cama, que teve os pés serrados para não levantar suspeitas, onde ela era mantida em cárcere privado. Na casa também foram encontrados os pertences da jovem.

Os policiais relataram na coletiva que o delegado esteve na casa do suspeito no sábado de tarde, e que ele se demonstrou surpreso ao saber do desaparecimento da aluna, onde de acordo com ele, teria visto ela pela última vez na escola. Ele apresentou a casa aos policiais, que não encontraram nada no local, mas já desconfiaram do homem, que parecia nervoso. Ainda de acordo com o relato, o próprio pai da menina ligou ao professor pedindo ajuda, esta, que não foi negada, porém, ele afirmou não saber do paradeiro da jovem.

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Na madrugada de sexta para sábado, a Polícia foi até a casa da menina, que mora com os pais, e pegou roupas da jovem para auxiliar nas buscas feitas pelo cão farejador.

Com o mandado de busca e apreensão em mãos, no domingo de manhã, a Polícia se dirigiu até a casa do professor, onde não o encontrou, bem como seu carro também não estava na garagem. Ao bater na porta e não ter resposta, a Polícia arrombou a casa e entrou do residência. O cão farejador indicava que a menina esteve ou estava na casa, mas a Polícia não desconfiava do fundo falso na cama.

Nas investigações, também foi possível descobrir que o professor deu um celular para a jovem, de forma em que os dois pudesse manter contato, pois o dela teria sido confiscado pelos pais nas férias, em uma forma de castigo. Como o celular era do professor, e com medo de ser descoberto, por volta das 05:30h da manhã de domingo, ele saiu de casa e foi até a BR-470, sentido Navegantes. Ele ligou o celular e quando estava próximo de Joinville, arremessou o aparelho dentro de um Rio. “O objetivo dele era de fato dispensar esse telefone celular (…) Como a polícia no dia anterior foi até a residência e em tese, descobriu ele, desesperadamente ele acorda às 5h da manhã e foi sentido Litoral para despistar a polícia e se desfazer desse celular. Ele ligou esse celular, fez algumas atividades para dar sinal e eventualmente, despistar a polícia e dizer ‘olha o celular tá dando lá em Navegantes, não está aqui na minha casa”, apontou o delegado Rodrigo Raitez.

Quando retornou para casa, em Pomerode, o professor encontrou a casa cercada por policiais. Neste momento, de acordo com o delegado, o professor se assustou e decidiu seguir para a casa do filho que fica em Curitiba, no Paraná. "Ele queria pensar no que fazer, se iria se entregar, ou ir para outro lugar" relatou.

Quando abordado na BR-101 em Joinville, o professor confessou aos policiais que a menina estava em sua casa e que ele queria morar junto com a jovem. De acordo com ele, aguardava uma aprovação em um concurso público para dar aula na rede pública de ensino do Paraná. De acordo com a confissão, eles mantinham contato desde maio.

Ele segue preso, e na tarde desta segunda passará por audiência de custódia.

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